O PODER DO AGORA!

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Não lembro exatamente quando escutei a primeira vez Elis Regina cantando. O que sei é que conheci pela minha mãe e minha tia.

Sempre gostei! Gostei tanto que um dos meus apelidos de infância (Toco) vem da música Águas de Março (” É pau é pedra é o fim do caminho, é um resto de toco…”).

Sei várias músicas de cor desde criança. Muitas delas pelo encanto de uma letra que eu mal entendia, mas que me tocava de alguma forma.

Conforme fui crescendo passei a entender e aí elas fizeram parte da trilha sonora de algumas fases da minha vida. Uma delas ficou super presente já por volta dos meus 17 anos quando uma de minhas amigas da época resolveu curtir e relembrar Elis. A música era “Como nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida” . Sendo que esta última é a música que encerra o filme “ELIS” dirigido por Hugo Prata.

Me emocionei! Emoção por lembrar da minha infância, da minha adolescência, das músicas cheias de sentimento e que embalaram, confesso, alguns amores.

No final achei tão lindo, achei tão tocante. Consegui através da ficção sentir um pouco daquilo que ela chama de angústia, e que tantos de nós já sentimos em vários momentos da vida. E aí me pergunto: Como lidamos com ela?! E quando enfrentamos qual é o caminho?! Quando momentos como estes aparecem nós vivemos de fato ou ou simplesmente seguimos a vida?!

Eu estava na casa dos meus avós em férias (Janeiro de 1982) quando Elis se foi. Era uma criança, mas lembro que os adultos não queriam muito falar porque ela morreu, e eu não entendia muito. Lembro que fiquei triste, e vi o assombro das pessoas em ver alguém tão talentosa partir cedo.

Hoje após anos ela se faz presente pela sua obra, voz e sentimentos tão intensos em várias interpretações. Para mim fica o privilégio de ter suas músicas na minha trilha sonora da vida.

Se eu fosse hoje pensar qual delas faz parte do meu momento atual, sem dúvida, é aquela que diz: “…No presente a mente, o corpo é diferente e o passado é uma roupa que não nos serve mais…” (Velha Roupa Colorida – Belchior)

E olha só, essa música é de 1976! Outros tempos, outros desafios, outros “baratos”, mas o recado meu “velho” é o mesmo: VIVA O PRESENTE! Salve cada dia! Salve a capacidade de aproveitar cada momento, e de nos renovar frente a tudo que não nos serve mais!

Como diria Eckhart Tolle: ” A vida é agora. Nunca houve um momento em que a vida não foi agora, nem nunca haverá.”

 

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