VOCÊ JÁ TEVE QUE LIDAR COM COMPETIÇÕES PARALELAS NO TRABALHO?

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Minha carreira no mundo corporativo iniciou mesmo antes de concluir a graduação. Mas, mesmo a minha mente “Poliana” de estagiária já percebia que nem todos que estavam ali, realmente se importavam em deixar um legado, superar suas próprias metas e entregar os melhores projetos…

Com os passar dos anos e com a evolução na trilha hierárquica alcancei a primeira e tão sonhada posição de liderança.

Logo quando fui promovida a Coordenadora de Projetos, me lembro da gerente de RH dizendo: “Se prepare, agora você está sozinha”.

Confesso que não levei tão a sério ou mesmo entendi o tal recado, mas segui feliz em ter o meu trabalho reconhecido e por receber novas responsabilidades.

Porém, confesso que alguns anos depois comecei a entender aquela frase de fato. A partir do momento que alcancei a posição de gerente percebi que quanto mais alto você sobe mais solitário está, mas esse não é o tema hoje aqui, e sim a minha constatação já não tão “Poliana” de que as pessoas que ali estavam (na arena política) não necessariamente estavam para fazer o seu melhor trabalho, mas para fazer o que tinham de melhor: ocupar-se em saber o que o outro estava fazendo.

Incrível, era isso mesmo, muitos embebidos pela sua insegurança e preocupação em saber por que a grama do colega era mais verdinha, ocupavam seu precioso tempo em pensar (com muita estratégia às vezes) como jogar entulho em cima do terreno ao lado.

A minha perplexidade foi quando comecei a viver isso na pele. Não podia aceitar e acreditar que pessoas não iam ali para fazer jus ao seu propósito, e o mais incrível, como tinham tempo pra isso?

Sempre trabalhei em ritmo frenético por todos os locais que passei. Era ligada nos 220 volts e com uma pilha diária de pepinos pra resolver. Como? Como ter tempo pra ficar arquitetando planos paralelos? E, além disso, por que ir para o trabalho com tal objetivo na agenda? Essa pergunta e constatação me intrigaram por muitos anos, e por alguns deles me fizeram acreditar que a nossa força de propósito seria antídoto suficiente pra lidar com tais “ervas daninhas” jogando entulho em nossas gramas. Mas, cheguei à conclusão que elas fazem parte de determinados ecossistemas.

Por isso, junto aos profissionais que hoje atendo  através da Mentoria e do Coaching proponho o seguinte: Conheça o máximo possível o lugar aonde vão plantar suas sementes. Saibam aonde investir a maior parte das horas do dia, planejem onde querem chegar, como querem chegar, saibam qual a cartilha de metas e valores desejam fazer parte dentre outras tantas reflexões sobre essa escolha.

A escolha por um novo desafio vai além de um pacote de remuneração interessante. Isso é benefício imediato, importante, mas que não se sustenta sozinho.

Estejam atentos aos valores, as pessoas, aos líderes, ao posicionamento, entre outros fatores, para tomar a decisão.

Profissionais deixam as empresas, mas também, e principalmente, deixam a cultura e a liderança que não conversa com o que há de mais precioso dentro de cada um, o seu propósito e os seus valores!

E para aqueles que ocupam suas agendas tentando “descobrir” o adubo que o vizinho usa, garanto que se mudarem a estratégia poderão colher frutos tanto quanto os seus pares.

Investiam sua energia em trocar experiências e entender, aprender com trilha do outro, ao invés de minar seu tempo com ações nada promissoras. Mude o verbo e tenha orgulho da sua própria direção!

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